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  Condicionadores de ar, umidade,  impressos ruins e papel quente?

 
A Indústria de Eletrodomésticos no Brasil – I
1965 o acerto da indústria de refrigeração Consul e do grupo Brasmotor em escolher o setor de eletrodomésticos para atuar, mais precisamente o da chamada linha branca, foi logo comprovado.

  Durante a década de 50, essa certeza nasceu da constatação de que estava em curso no Brasil, particularmente nas grandes e médias cidades, uma verdadeira revolução nos padrões de vida familiar e do consumo doméstico.

   Foi um movimento que começou silenciosamente cerca de dez anos antes e em pouco tempo ganhou velocidade. A presença maior da indústria, o adensamento urbano e a difusão de valores e hábitos mais cosmopolitas entre a população dos grandes centros haviam criado as condições materiais e culturais do processo.

   Para a classe média, um carro na garagem, uma geladeira na cozinha e uma vitrola na sala de visitas eram os símbolos de status, fatores de diferencial social – idéia intensamente reforçada e difundida pela propaganda. 
Como nasceu a Indústria de Eletrodomésticos no Brasil – II
1966 a sofisticação dos eletrodomésticos, sua eficiência e praticidade aprimoradas dia a dia acabaram significando uma verdadeira libertação de enfadonhas tarefas domésticas, sobretudo para as mulheres, que cada vez mais trabalhavam também fora de casa.

  Um bom fogão a gás e uma boa geladeira elétrica, como ainda lavadoras automáticas de roupa, enceradeiras, batedeiras, aspiradores e liquidificadores, eram instrumentos imprescindíveis na vida das pessoas.

  Para atender à crescente demanda pelas ´´utilidades domésticas``, novas empresas entraram no mercado ao longo dos anos cinqüenta e início dos sessenta, algumas estrangeiras, e outras nacionais, iniciando novo empreendimento.

  Eram indústrias que fabricavam produtos acabados ou que produziam componentes básicos, como por exemplo, motores elétricos.
A evolução da Indústria de Eletrodomésticos no Brasil – III
  1970  a política de nacionalização da produção industrial e a melhora do quadro energético do país – mesmo que este ainda sofresse períodos de instabilidade no fornecimento – mostravam-se incentivos eficazes à expansão do setor.

  Enquanto em 1956 a produção brasileira de refrigeradores foi de 160.000 unidades, com um índice de nacionalização de 46,7%, em 1961 o volume produzido alcançou 350.000 unidades, com um índice de nacionalização de quase 100%.

  Apoiado em grandes investimentos de médio e de longo prazo, o crescimento do setor de eletrodomésticos superava as melhores expectativas.

  E estimulava não menos intensamente os setores industriais de apoio, fornecedores de insumos e componentes, os de comercialização e distribuição, de assistência técnica, de transportes, de propaganda e marketing e outros.

  Com tal poder de irradiação, os eletrodomésticos garantiam um lugar privilegiado na vanguarda da industrialização brasileira. 
A Indústria de Eletrodomésticos no Brasil – IV
  Os anos 60, no Brasil, apresentaram três cenários econômicos diferentes – começou com a economia ainda aquecida, vivendo os últimos momentos de um ciclo de expansão originado a partir do pós-guerra; atravessou em seguida um período de quase três anos de recessão, entre 1964 e 1967, e virou para os anos setenta com a economia novamente em expansão.

  De 1968 a 1974, particularmente, esse crescimento foi extraordinário.

  Era natural que a indústria, desde o início o carro chefe do processo de modernização econômica do país, fosse sempre o setor mais afetado pela alternância de períodos de expansão e de retração.

  O segmento de bens de consumo duráveis, em especial o de eletrodomésticos não escapou a regra.

  Conseguiu, no entanto, assegurar bom desempenho, mesmo nos momentos desfavoráveis, beneficiado, sobretudo pelo aumento contínuo da população urbana, seu principal consumidor.

  Contou, além disso, com a reserva de mercado através de elevadas alíquotas de importação. Mas foi o conhecimento do mercado, a eficiência das estratégias mercadológicas e o investimento em tecnologia que fizeram o setor ganhar competitividade e estabelecer uma base sólida de crescimento.
A Indústria de Eletrodomésticos no Brasil –V
  Se entre 1968 e 1974, anos do ´´Milagre Brasileiro``, a indústria de bens duráveis (especialmente automóveis e eletrodomésticos) teve um crescimento superior a 25% ao ano, na segunda metade da década de 70, a crise do petróleo e a alta internacional dos juros desaceleraram expansão industrial.

  Com o financiamento externo mais caro, a economia brasileira entra num período de dificuldades crescentes, que levam o país, na década de 80, ao desequilíbrio do balanço de pagamentos e ao descontrole da inflação. O Brasil mergulhou numa longa recessão que praticamente bloqueou seu crescimento econômico.

  Para a indústria de eletrodomésticos não foi diferente, os anos 80 foram difíceis. Entretanto, a performance das marcas Brastemp e Consul, apresentou discrepância, comparando-se aos resultados do setor em geral.

  A década de 90 apresentou novos desafios para o setor. Ao longo da década, o Brasil foi abrindo seu mercado aos produtos do mundo todo.

  O desafio do setor iniciado na década de 90, e que perdura até hoje, é o de fazer o movimento inverso, colocando o produto brasileiro em mercados internacionais.
Os Eletroportáteis
  O liquidificar foi inventado pelo americano Herbert Johnson em 1916. No mesmo ano, a sua compatriota Madeline Turner criou o espremedor de frutas.

  Outro utensílio doméstico inventado nessa época foi a batedeira portátil. Em 1923, uma empresa americana lançou a batedeira Whip-All, usando um motor elétrico doméstico, desenvolvido por fred Osius, Chester  A Beach e L.H. Hamilton treze anos antes.

  As torradeiras elétricas existem desde o final do século XIX. Mas aquele modelo em que as torradas pulam só foi inventada em 1930 pela empresa McGraw Eletric. Em 1802, o farmacêutico francês François- Antoine Descroisilles inventou a cafeteira, feita de dois recipientes sobrepostos e separados por um filtro.

  Descroisilles chamava a sua invenção de ´´caféolette``. O químico e agrônomo francês Antoine Cadet de Vaux criou a cafeteira de porcelana em 1806.

  A máquina de café expresso seria inventada em 1946 pelo italiano Achille Gaggia, revolucionando a maneira de fazer café. 
História do Refrigerador
  A geladeira ganhou ares domésticos em 1913. No início era um produto para a elite. Em 1918, após a invenção da eletricidade, a Kelvinator Co. Introduziu no mercado o primeiro refrigerador elétrico com o nome de frigidaire.

  Esses primeiros produtos foram vendidos como aparelhos para serem colocados dentro das ´´caixas de gelo``. Uma das vantagens era não precisar tirar o gelo derretido. O slogan do refrigerador era ´´mais frio que o gelo``.

  O refrigerador parte de um principio muito simples: se o calor não sai espontâneamente de um corpo frio para um corpo quente, nós forçamos a sair.

  Quando expandimos um gás, sua pressão diminui, assim como sua temperatura. Por um cano fino que passa pelo interior do refrigerador, um gás é solto e se expande a baixa pressão.

  Nessa expansão, a temperatura do gás retira calor do ambiente que está a sua volta, ou seja, do interior do produto.

  Um compressor que está na peça comprime o gás que se encontra numa câmara.

  Atrás do refrigerador existe outro cano, fino e comprido, por onde o gás sai de seu interior.

  Ele libera o calor para a atmosfera, para novamente repetir o processo.
Os Condicionadores de Ar
  Durante séculos, o homem usou o ventilador, gelo e muitos outros métodos em tentativas inúteis para livrar-se do calor. há mais de 90 anos, especificamente em 1902, Willys Carrier, um engenheiro norte-americano de 25 anos, inventou um processo mecânico para condicionar o ar, tomando realidade o controle de condições ambientais internas.

  Sua invenção foi uma resposta a problemas específicos de uma indústria. A empresa estava tendo problemas com trabalhos de impressão durante os meses de verão.

  O papel absorvia a umidade do ar e se dilatava. As cores impressas em dias úmidos não se alinhavam nem se fixavam como as cores impressas em dias mais secos.

  Carrier acreditava que poderia  através do resfriamento do ar. Para isto, desenhou uma máquina que fazia circular o ar por dutos resfriados artificialmente.

  Este processo, que controlava a temperatura e a umidade, foi o primeiro exemplo de condicionamento de ar por um processo mecânico.

  Foi a indústria têxtil o primeiro grande mercado para o condicionador de ar, que logo passou a ser usado em diversos prédios e instalações de indústrias de papel, produtos farmacêuticos, tabaco e estabelecimentos comerciais.
        
  A primeira aplicação residencial aconteceu em 1914. Nos anos 20, o aparelho tornou-se mais acessível após sua instalação em prédios públicos, mas só na década de 50, os modelos residenciais começaram a ser produzidos em massa. 
História da Refrigeração

  O primeiro povo a utilizar a refrigeração foi o chinês, muitos anos antes de Cristo.

  Os chineses conservavam o gelo (dos rios e lagos) durante as estações quentes em poços cobertos de palha.

  Este primitivo sistema de refrigeração, também utilizado de formas semelhantes por outros povos na Antiguidade, servia basicamente para deixar as bebidas mais saborosas.

  Esta seria pelo menos até o fim do século 17, a única aplicação do gelo para a humanidade.
No século 18, descobertas científicas relacionaram o frio à inibição do processo de deterioração dos alimentos.

  Além da neve e do gelo, os recursos eram a salmoura e o ato de curar os alimentos.
Também havia as louças de barro que mantinham a frescura dos alimentos.

  Mas as dificuldades para obtenção de gelo na natureza criava a necessidade do desenvolvimento de técnicas capazes de produzi-lo artificialmente. Apenas em 1824, o físico e químico inglês Michael Faraday descobriu a indução eletromagnética, o principio da refrigeração.

  Esse princípio seria utilizado dez anos depois, nos Estados Unidos, para fabricar gelo artificialmente e, na Alemanha, em 1855.

  Mesmo com o sucesso desses modelos experimentais, a possibilidade de produção do gelo para uso doméstico ainda era um sonho distante.

  Enquanto isso não ocorria, a única possibilidade de utilização do frio era tentando ampliar ao máximo a durabilidade do gelo natural.

  No início do século 20, surgiram, assim, as primeiras ´´geladeiras`` - apenas um recipiente isolado por meio de placas de cortiça, onde eram colocados pedras de gelo.

A Invenção da Lava-Louças
  Em 1889, Josephine Cochrane, uma rica dona de casa norte-americana, inventou a máquina de lavar louças.

  Ela trabalhou cerca de 10 anos no invento.

  Conta-se que ela vivia implicando com seus empregados, pois achava que eles levavam muito tempo para lavar os pratos e morria de medo de que eles quebrassem sua louça.

  Até que um dia ela cansou de reclamar e resolveu botar a mão na massa, pensando numa forma de simplificar a tarefa.

  Ela construiu vários modelos, alguns para uso doméstico, outros para hotéis, sendo os maiores movidos por um motor a vapor.

  O reconhecimento científico demorou um pouquinho, mas, em 1893, a Sra. Cochrane expôs sua invenção na feira mundial de Chicago e ganhou o primeiro prêmio. Mais tarde, os direitos foram adquiridos por uma fábrica de Chicago.
A Invenção da Máquina de Lavar-Roupas

  Durante Séculos, a roupa foi lavada à mão, em rios, em tinas de madeira e, mais tarde, em tanques.

  Existem diferentes versões sobre o inventor da lavadora de roupas. Consta que em 1797, Nathaniel Briggs recebeu a patente da máquina de lavar roupa, mas localiza-se também a informação de que, nos finais do século XVIII, Ferguson Hardie, apresentou o primeiro ´´esboço`` de máquina de lavar roupa.

  Ela trabalhava à manivela e, logo em seguida, Henry Sidgier, inventou uma armação de madeira, que tinha dentro uma tina do mesmo material, que despejava a água manualmente.

  As primeiras máquinas de lavar elétricas surgiram nos Estados Unidos em 1915 e foram vendidas como revolucionárias máquinas de lavar automáticas, embora fossem enchidas com baldes e esvaziadas com as mãos, as roupas saíssem encharcadas e a engenhoca estivesse sempre sujeita a dar choques, curtos circuitos e provocar pequenos incêndios.

  A primeira lavadora de roupas automática do Brasil foi fabricada pela Brastemp, em novembro de 1959.

A Invenção do Forno de Microondas
  Algumas invenções, apesar de terem surgido em indústrias bélicas, não nasceram com propósitos militares. Foi o caso do forno de microondas. Em 1945, Percy L. Spencer, cientista da Raytheon, percebeu que a barra de chocolate em seu bolso havia derretido depois que ele se aproximou de um magnétron que estava ligado – emissor de ondas magnéticas e coração de um radar militar. Intrigado com este fato ele conduziu alguns experimentos simples, como preparar pipoca espalhando alguns grãos de milho em frente a um tubo de magnétron e um outro que fez explodir um ovo cru como resultado do forte aquecimento interno.

  Graças a Spencer, em poucos meses a própria Raytheon já contava com um forno de microondas em sua cozinha e, em 1946, solicitou a primeira patente sobre a utilização de microondas para o aquecimento de alimentos.

  Em 1947, Raytheon apresentou o primeiro forno de microondas chamado ´´ Radarange``. Este microondas pesava cerca de 340 Kg e possuía cerca de 1,5 metros de altura. O preço era entre US$ 2 e 3 mil e era vendido para estabelecimentos comerciais.

  Além disso, precisava de refrigeração interna. No final da década de 60 começaram a ser comercializados com sucesso fornos de microondas domésticos (com dimensões dos atuais e sem a necessidade de refrigeração) com preços de U$ 500.

  O forno de microondas doméstico tornou-se popular em escala mundial nas décadas de 70 e 80.

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